Foto: RENAN GUIMARÃES (REPUBLICANOS)
A Câmara Municipal de Oriximiná aprovou o Projeto de Lei de autoria do vereador e presidente do Legislativo, Renan Guimarães, que reconhece a Via-Sacra de Oriximiná como Patrimônio Cultural Imaterial do Município e inclui a celebração no Calendário Oficial de Datas Comemorativas.
De acordo com o texto aprovado, a Via-Sacra, realizada anualmente na Sexta-Feira Santa, passa a ser oficialmente reconhecida por seu relevante valor histórico, cultural, artístico e religioso, sendo considerada uma expressão tradicional da fé popular e uma importante manifestação cultural do povo oriximinaense.
A encenação é promovida pela Pastoral da Juventude, vinculada à Paróquia de Santo Antônio, com participação comunitária e apoio de instituições religiosas e culturais locais. O espetáculo retrata, ao ar livre, a trajetória da vida, paixão e morte de Jesus Cristo, percorrendo ruas e espaços públicos da cidade, além de contar com apresentação noturna alusiva à Ressurreição e Ascensão, tradicionalmente realizada no Clube de Santo Antônio.
Com a aprovação da lei, a celebração passa a integrar oficialmente o calendário do município, devendo ocorrer no período da Semana Santa, preferencialmente na Sexta-Feira Santa, preservando suas características históricas e culturais.
O Poder Executivo Municipal poderá apoiar a realização do evento por meio de ações como divulgação institucional e turística, apoio logístico e de ordenamento urbano, incentivo à preservação da memória e do acervo cultural, além da articulação com entidades religiosas, culturais e comunitárias para fortalecimento da tradição.
A Via-Sacra de Oriximiná é realizada há décadas e integra o calendário cultural do município desde 1978, reunindo expressivo público e mobilizando cerca de 200 participantes entre crianças, jovens, adultos e idosos. A produção envolve toda a comunidade, desde elaboração de textos, figurinos e cenografia até a organização administrativa.
Segundo a justificativa do projeto, o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial contribui para a proteção da memória coletiva, a valorização do trabalho comunitário e a preservação de uma tradição que se aproxima de 48 anos de história, além de fortalecer o desenvolvimento cultural, social e turístico do município.
A lei entra em vigor na data de sua publicação.
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